WordPress sem limites: desenvolvimento inusitado com a plataforma

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27 de maio de 2003 foi a data que marcou o nascimento da plataforma de gestão de conteúdo mais popular da atualidade – o WordPress tem, hoje, 18,9% de participação de mercado. São números expressivos e muito significativos que marcam esses dez anos de caminhada. A expressão é ainda maior ao se comparar dois de seus grandes concorrentes, Joomla! e Drupal, ambos com participação de mercado de 3,3% e 2,0%, respectivamente. (Dados coletados em 22/07/13, na W3Techs)

10 anos. 18,9% de participação de mercado. 58,7% de market share. Tantos números, inúmeras conquistas e ainda encontramos milhares de exemplos de uso do WordPress de forma limitada. Por quê? Por que não se pensa fora da caixa ao trabalhar com uma plataforma flexível, sem limites e com diversas facilidades para se criar, inovar e ousar com responsabilidade e segurança?

Em junho de 2013 foi realizado o iMasters InterCon Dev +WordPress, uma edição do InterCon temática e focada na plataforma. Fui convidado para palestrar na abertura do evento e o assunto abordado foi o mesmo deste artigo. Dias antes, realizei um exercício à procura de indícios relacionados ao bloqueio e às limitação das mentes daqueles que desenvolvem para WordPress. A principal causa, segundo minhas próprias análises, foram os temas padrão que acompanham o pacote de instalação.

Desde a versão 1.5 do WordPress, lançada em 2005, até a 2.9, lançada em 2009, o tema Kubrick o acompanhou e foi a inspiração – ou a falta dela – para muitas pessoas. O Kubrick foi lançado em setembro de 2006 e figurou entre os temas mais populares do WordPress com milhões de downloads. A criação foi do Diretor de Interfaces Michael Heilemann. Seu formato pouco arredondado, a coluna central e uma lateral à direita era comumente visto em vários sites baseados em WordPress. Essa referência largamente utilizada por mais de quatro anos despertou designs limitados e pouco criativos. É claro que tivemos boas exceções. Ainda bem.

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O lançamento da versão 3.0 foi um grande marco para a plataforma. Sua chegada, em junho de 2010, marcou a fusão de cores do WordPress e do WordPress MU e a iniciativa de ter um novo tema padrão por ano. O tema 2010 perdeu as bordas limitadoras, algo marcante no Kubrick, e assim começou a era de focar mais em recursos de CMS do que de blog. No entanto, a falta de ousadia inibiu inspirações que nos permitisse ir além. A mesma ideia se seguiu nos temas 2011 e 2012. Mas 2013 promete ser diferente.

O tema 2013 vem com uma proposta ousada em seu conjunto de cores, formatos e disposição. Vejo como um grande avanço e uma vontade de ir além inclusive com o tema padrão, afinal ele é o primeiro contato de muitos ao fazer uso do WordPress. É importante deixar claro que todos os temas padrão, desde o Kubrick, são excelentes referências de estudo em termos de código e exemplos de uso das funcionalidades oferecidas.

Para mim, o melhor tema padrão que existe, e espero que a partir de agora você também o considere, é uma tela em branco. Sim, isso mesmo. Uma tela em branco. Já parou para pensar como os artistas iniciam suas criações? Sejam os digitais, com suas telas em branco no Photoshop, ou os que fazem uso das telas convencionais, a tela branca é comum entre eles e uma convite sem igual para ir além e pensar fora da caixa.

Essa ideia de uma tela branca é muito empolgante se pensarmos que, através dela, podemos focar única e exclusivamente no projeto dos nossos clientes e não no tema padrão do WordPress. Isso permite focar na melhor experiência do usuário, ousar na criação e garante entregar os trabalhos de forma ousada e inovadora. Lembre-se, a partir de hoje uma tela branca será seu tema padrão WordPress.

Para você ficar ainda mais confortável com essa idéia, vamos refletir sobre alguns pontos. A estrutura do WordPress trabalha para lhe entregar uma marcação HTML semântica e bem estruturada. A estilização dessa estrutura através do CSS fica por conta do artista, você. Da mesma forma para os comportamentos desejados através do JavaScript. Não há motivos para se limitar. Lembre-se do projeto CSS Zen Garden, no qual usávamos uma única marcação HTML e tínhamos liberdade de alterar o CSS e as imagens. O resultado foi a criação de sites incríveis e memoráveis.

Ainda temos outros grandes e bons motivos para ir além. Faça uma análise, por exemplo, da API de hooks do WordPress: seus famosos ganchos, que nos permitem alterar praticamente tudo da plataforma sem mexer em uma única linha de código do seu core, evoluíram ao ponto de vermos uma curva crescente relacionada à quantidade que foram adicionados aos últimos releases. Perceba também que as novas versões já têm pouco espaço para novas adições, o sistema está praticamente todo mapeado. Em resumo, liberdade para agirmos onde precisarmos.

A estrutura do banco de dados é simples, enxuta e muito flexível. Trabalhar com o conceito de dado e metadado relacionado é poderoso. Mas não se limite, há uma API para criar novas tabelas ao banco de dados do WordPress. E, mais uma vez, ir além. Já vemos casos de desenvolvimento de web apps baseados em WordPress, e um dos motivos é a grande facilidade de uso da plataforma e seu poder em dar liberdade aos desenvolvedores criarem sem limites.

Outras três observações importantes dizem respeito às versões atualizadas do WordPress, do PHP e do MySQL nas instalações existentes da plataforma. Isso nos permite e dá segurança para fazermos uso das novidades e não ficarmos presos a um passado limitado e sem brilho. A versão 3.5 do WordPress, a última considerando a data de escrita deste artigo (julho/2013), é a mais utilizada, representando 39,1% de uso. A versão 5 do PHP está presente em todas as instalações, o uso da versão 4 é mínimo. Ufa! O mesmo cenário se repete em relação ao banco de dados MySQL. Você pode ver esses dados de forma visual aqui.

WordPress sem limites. Considere o uso de uma tela branca a partir de agora e desenvolva de forma inusitada com essa plataforma. É possível ousar, inovar, ir além sem medo e com segurança. As oportunidades estão à sua frente e prontas para o uso. Lembrando, a partir de hoje a tela branca é seu tema padrão do WordPress e aguardo ansioso por novos casos de sucesso.

Fonte: Imasters

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