Como um SEO pode fazer testes de usabilidade e tirar proveito disso

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Testes de usabilidade são ótimos e podem evitar que um site perca um montão de dinheiro. Mas tudo isso se for feito corretamente. Um teste de usabilidade mal feito ou mal interpretado é tão perigoso quanto relatórios de Web Analytics interpretado errado: faz a gente ir para a direção errada (ou na direção certa, mas no sentido errado).

Por isso, a melhor coisa a se fazer é chamar uma empresa especializada em testes de usabilidade ou contratar um analista de usabilidade para a sua empresa. É o jeito mais fácil de garantir que as decisões tomadas por causa de testes serão as mais seguras possíveis.

Claro que existem momentos que esse mundo ideal não é o mundo possível. Então, aqui estou para dar umas dicas importantes e fazer com que um SEO (ou outro profissional de internet) possa fazer um teste de usabilidade minimamente decente num momento de necessidade e que seja útil para tomadas de decisões de um site.

1. Teste uma coisa de cada vez

Nunca teste o site todo de uma vez. Escolha uma funcionalidade.
Conselho óbvio: teste primeiro o que rende dinheiro para seu site. Se for um e-commerce, faça o testador percorrer o fluxo de compra para identificar possíveis falhas; se seu produto for conteúdo, faça-o encontrar um conteúdo específico e comentar, por exemplo.

2. Não acredite no que o usuário diz, e sim no que ele faz

O testador pode falar que realizar a compra foi superfácil, mas demorou um tempão procurando um botão. É sempre bom perguntar, mas o mais importante é ver bem como ele reagiu às páginas do site.

Poker Face

Não é dessa poker face que eu estou falando.

3. Poker face

MUITO importante. Muito. Nunca esboce reação, em hipótese alguma. A gente sabe que não existe resposta certa para o testador, mas muitas vezes eles chegam a sala de teste cheios de timidez e vergonha de falar o que realmente acham. Então, qualquer reação por parte do moderadosr que eles considerem negativa pode fazer com que nossos queridos testadores se encolham e se calem para sempre. Portanto, por maior que seja o absurdo que o testador esteja falando, sempre faça uma cara de que ele está falando algo extremamente interessante. Precisamos saber o que ele acha.
Isso também vale para aqueles momentos que o testador não encontra o botão de conversão ou coisa parecida: poker face. Claro que se ele demorar muito, é importante mostrar pra o testador onde está o elemento que ele está procurando e assim o roteiro continuar. Mas dê tempo para o usuário.

4. Não tenha envolvimento emocional com o site

Se você participou da criação do site (como desenvolvedor, arquiteto, ou designer, principalmente) não é indicado que você modere o teste. Isso porque você conviveu tempo suficiente com o site a ponto de amá-lo e não querer que ninguém diga nada de ruim dele. Mas isso pode acontecer, então o melhor lugar pra você é assistindo, ok? Por isso que existem pessoas especializadas para realizar testes.

5. Invente um cenário

Percebi que é muito mais fácil quando contextualizamos o testador em alguma tarefa. Ele se envolve mais e a realização da tarefa fica mais próxima do real. Exemplo: em um site de uma livraria, comece com uma história que o testador precisa de comprar um presente para um amigo oculto (ou amigo secreto, como o pessoal de São Paulo adora falar), e que a pessoa gosta de livros de culinária. As tarefas vão fluir com muito mais naturalidade.

6. Não seja óbvio

Nunca comece uma tarefa com ”realize uma transação” se o termo utilizado no site é exatamente esse. Lembre-se da dica 4 e conte a historinha para contextualizar o usuário e evite usar os termos dos call-to-action do site. Isso é importante para não influenciar o usuário.

7. Escolha os testadores corretamente

Eu sei que nem sempre é possível recrutar como deveria ser, com um profissional ou uma empresa que tenha um banco de testadores (sim, isso existe) e tal. Então minha dica aqui é: tente chamar pessoas de todos os níveis de experiência com internet e com a maior variedade etária possível. Se seu site for direcionada a um nicho específico, tente cobrir todas as possibilidade de usuário que acessa o site.

8. Comece… do começo

Já que estamos testando, que tal começar do começo? Colocar no roteiro umas perguntinhas sobre como a pessoa procuraria o produto que você vende no Google (sempre se lembrando de contar a historinha da dica 5) lá no começo do teste é revelador. Ver como pessoas comuns lidam com a interface da página de resultados do Google, assim, ao vivo do nosso lado, é uma experiência que todo SEO deve ter.

9. Leia um livro

O livro que eu mais recomendo para quem quer começar a aprender mais sobre testes de usabilidade é o Simplificando Coisas que Parecem Complicadas do Steve Krug, já citado no SEO de Saia pela Núbia nos comentários do Post de Conversão, Usabilidade e SEO. O texto é bem leve, vale a pena ler.

10. Veja um teste de usabilidade aplicado por um profissional

Não vejo a possibilidade de alguém aplicar um teste, por mais simples que seja, sem antes ver um profissional em ação. O ideal é ver ao vivo, mas esse vídeo, feito pelo Steve Krug, talvez possa ajudar um pouco.

Bom, é isso. Eu sei, eu fiquei falando insistentemente que uma empresa ou profissional especializado em testes é a melhor coisa e blá blá blá, quando meu discurso é aquela coisa de que todo mundo pode fazer um teste. O que eu quis falar aqui é que sim, pode-se fazer testes de um jeito fácil e rápido, mas para isso é preciso estar preparado. Para ser um bom moderador de testes é preciso saber ler as reações humanas e isso só vem com muito estudo e muitas horas em salas de teste.

Então, vamos estudar!

Fonte: SEO de Saia

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