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Por que é importante fracassar?

Não estamos falando de “culto ao fracasso”, mas falhar é uma experiência de aprendizado e permite que você invalide hipóteses, encontrando o seu modelo de negócio mais rapidamente. A dica é falhar rápido e com baixo desperdício. Assim, você separa os desastres que deixam crateras no bolso de seus acionistas de experiências de “pivoting”.

Para exemplificar o primeiro caso, podemos citar a Iridium, que perdeu 7 bilhões e 14 anos de trabalho colocando 66 satélites em órbita para criar uma rede de celular global da qual ninguém precisava; e a Webvan, que usou 800 milhões de dólares para entregar compras de alimentos de uma maneira que ninguém precisava e quebrou 24 meses depois do IPO.

Como experiências de “pivoting” (falharam e aprenderam), temos o Groupon, que se tornou o conhecido frenesi de compras coletivas após a falha de um site de campanhas coletivas (thepoint.com), e o Paypal, que nasceu como um aplicativo para Palm fracassado, mas ensinou que as pessoas queriam pagar por meio da web e gerou o atual império na área de pagamentos online.

Existem ainda cenários em que a quebra de sucessivas startups vai polindo o jogo do empreendedor, que usa essas cicatrizes de aprendizado para finalmente conseguir sucesso.

No Brasil, o ambiente regulatório e social ainda é muito duro com o erro, confundindo, em muitos casos, o privado com o negócio. Os empreendedores que perderam batalhas e sobreviveram para continuar lutando as guerras trazem aprendizados importantíssimos para a próxima empreitada. Se o nascente ambiente de inovação brasileiro não conseguir proteger essas pessoas, quando este primeiro ciclo de startups de tecnologia for fechado, talvez percamos um momentum de talento experiente que não volta mais.

Fonte: Revista EXAME

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