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3 fatores indispensáveis para escolher o local da sua empresa

Além de precisar pensar nos tipos de produtos e serviços oferecidos, estabelecer preços, montar um plano de negócios e conseguir investimentos, quem está chegando ao mercado precisa avaliar o local em que a empresa vai funcionar. E esta tarefa está entre as grandes dificuldades de empreendedores iniciantes – e até dos mais experientes.

Embora 43 novos shoppings estejam em construção no país, como mostram dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), a procura por pontos comerciais não será suprida. Um recurso em moda para driblar os altos valores cobrados são os empreendimentos mixed-used, que agregam escritórios, apartamentos, lojas, flats e shopping em um mesmo prédio.

Apesar da busca por soluções, os aluguéis de pontos comerciais têm preços em pleno crescimento – especialistas em mercado imobiliário esperam um aumento de 100% sobre os preços já praticados até a Copa do Mundo de 2014.

Além do valor, outra questão a ser levada em consideração, destaca o professor da Faculdade de Administração da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) Armando Terribili, é a existência de mão de obra qualificada por perto. “Treinar funcionários também é oneroso”.

Com a mesma linha de pensamento, ele destaca a necessidade de averiguar a infraestrutura da região de instalação. “Importar matéria-prima também é caro. Por isso, é melhor para uma fábrica de cocada, por exemplo, estar instalada no Nordeste e não no Sul.”

Especialistas ouvidos por Exame.com destacaram outros fatores a serem considerados na escolha do melhor local para instalar uma empresa.

1. Casa X ponto comercial

Para quem quer economizar e não se importa de disponibilizar a sala ou um quarto da casa para o empreendimento, sugere-se pensar bem antes de renovar a mobília e fazer o cômodo parecer uma loja. De acordo com Terribili, não se deve apostar no conforto do lar para qualquer tipo de empreendimento. “Trabalho feito em casa é aquele em que você não tem interação com cliente ou fornecedor, que pode ser feito com computador e telefone.”

Um exemplo citado pelo especialista é o ramo de panificação. “Padaria é algo que depende da passagem de pessoas. A atratividade está no próprio ponto comercial”, diz. A exceção, afirma ele, seria um negócio que exige pouco contato com clientes, como uma loja virtual, com a ressalva de se ter um ambiente próprio, com estrutura para reuniões.

Rose Mary Lopes, coordenadora do núcleo de empreendedorismo da ESPM. cita também a possibilidade de instalar a empresa em estações de trabalho ou espaços de co-working. “Isso funciona para casos de consultoria, por exemplo, em que pouco provavelmente o cliente irá até você. O mais comum é que você vá até o local de trabalho do cliente”, diz.

2. Alugar X comprar

Comprar um imóvel comercial é uma das ideias que pode passar na cabeça de um empreendedor com dinheiro em caixa, que queira fugir do aluguel. A dica, no entanto, é ter cautela.

Na visão do professor da FAAP, o pequeno empreendedor, especialmente o iniciante nos negócios, deve ter cautela ao decidir comprar um ponto para instalar sua empresa.

Segundo Terribili, nessa fase, ainda não se tem noção de quanto o empreendimento pode crescer. “Às vezes, ele vai querer expandir logo e poderia ter aplicado melhor o dinheiro do que com a0, compra do imóvel.”

Rose compartilha da mesma opinião. Para ela, adquirir um ponto seria uma decisão prematura na abertura do primeiro negócio. A sugestão da especialista é fazer simulação e estimar os resultados da empresa caso o dinheiro investido na compra do imóvel fizesse parte do fluxo de caixa, gastando com aluguel. “É mais prudente comprar quando você já sabe que o negócio vingou, que tem perspectivas, aí pode ser o caso de comprar em função do crescimento do negócio”, diz Rose.

3. Visibilidade X logística

Cada tipo de negócio se adequa a uma realidade de localização. “Se é algo que demanda entrega, o melhor é estar próximo a uma rodovia para escoar melhor a mercadoria”, avalia a coordenadora da ESPM.

Ainda em relação à logística, o professor Terribili destaca a proximidade com o consumidor como uma economia e exemplifica: “Tem que ver o quão perto do cliente você vai estar. Não adianta produzir em Manaus se quem compra está no Sudeste.”

No caso de comércio de varejo, o melhor é ficar em um local de boa visibilidade. No entanto, isso não basta: é preciso estudar não apenas o local de instalação da empresa, mas o mercado em volta, o acesso e a quantidade de pessoas que passam por lá diariamente.

“O empreendedor tem que manter os pés no chão e ter calma. Às vezes, se empolga e acaba alugando ou comprando imóveis sem necessidade e além de suas posses, em locais de pouca rentabilidade”, explica Rose.

Fonte: Exame

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