Viver como ‘Freela’, ou morrer tentando

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Viver como Freela pode ser uma tarefa complicada se você não tiver com um planejamento bem estruturado. Nesse post você vai encontrar 8 dicas importantes.

Primeiramente devemos levar em conta que o termo ‘freelancer‘ é utilizado para designar o profissional que presta serviços, sem vínculo laboral, de modo independente.

Literalmente traduzida como ‘lança livre’, a expressão deriva dos cavaleiros medievais mercenários, que se colocavam a serviço dos nobres que lhes pagassem mais. Ela apareceu pela primeira vez no livro ‘Ivanhoé’, de Sir Walter Scott, em 1819.

Nos últimos 4 anos trabalhei como freelancer para complementar minha renda mensal, mas só no fim do ano passado resolvi me preparar de verdade para a carreira solo, buscando soluções para a minha estruturação como profissional independente. Hoje vou compartilhar essas ideias com vocês.

Para descobrir quais eram os pontos que eu precisava considerar, criei um mind map com todas as etapas cronológicas de um projeto de design, desde de sua captação até a entrega. Depois agrupei as informações em 8 categorias e levantei detalhes de cada uma delas:

Autopromoção

1 – Autopromoção:

Essa é a fase que pode ser considerada chata e até frustrante, mas é um preço a se pagar pela independência. Através da autopromoção são captados clientes, por isso é necessário investir algumas horas da sua semana para este trabalho, sugiro que você defina um plano de ação, definindo metas e prazos. É importante estar atento a outras questões nessa etapa, são elas:

  • Crie sua marca;
  • Tenha seu cartão de visitas;
  • Utilize as redes sociais como meio de divulgação;
  • Tenha seu portfólio online (Dependendo da sua área de atuação é necessário um portfolio impresso também);
  • Escreva regularmente para algum blog;
  • Crie um projeto pessoal.

 Atendimento ao cliente
2 – Atendimento:

Depois de todo trabalho para se autopromover é hora de prestar um bom atendimento e conquistar o cliente, mas preste atenção, o atendimento requer muita prática, o aprimoramento vem com o tempo. Preste atenção em alguns detalhes:

  • Seja atencioso;
  • Preste atenção ao modo de falar e escrever (evite gírias);
  • Vista-se adequadamente para a reunião;
  • Procure informações sobre o cliente (conheça-o);
  • Evite atrasos;
  • Faça reuniões a distância (skype e hangout).

Negociação
3 – Negociação:

Há quem diga que negociar é uma arte, mas como tudo na vida é algo que requer prática e dedicação. Pra mim essa é uma das etapas mais difíceis e chatas de um trabalho, por isso procuro realizar tarefas desse tipo em horários que estou mais concentrado e de preferência sozinho. Mais algumas dicas:

  • Sempre faça um briefing;
  • Tenha um modelo de orçamento;
  • Sempre tenha em mente uma contraproposta;
  • Estipule prazos;
  • Acorde o pagamento;
  • Faça um contrato (crie um modelo de contrato).

gerenciamento de projetos
4 – Gerenciamento de projetos:

Quando o gerenciamento é ruim o retrabalho é inevitável. Evite esse tipo de problema, pois retrabalho é sinônimo de tempo perdido e como dizem por aí ‘tempo é dinheiro’. Se organize:

  • Estipule prazos e metas;
  • Divida o trabalho em etapas;
  • Defina a prioridade das tarefas;
  • Controle a qualidade;
  • Evite retrabalho.

Administração e Finanças
5 – Administração e finanças:

Eis o ‘calcanhar de Aquiles’ de muitos designers. Pois é, a maioria de nós decide se tornar designerspara fugir desse tipo de trabalho (tal como fugimos da negociação), mas trata-se de uma tarefa básica de todo cidadão, afinal todos temos contas a pagar.

Invista um tempo se organizando para deixar tudo em dia que logo isso se torna uma tarefa simples:

  • Faça um levantamento das contas mensais;
  • Inclua seus gastos nos orçamentos (luz, internet, telefone, etc);
  • Identifique e elimine gastos desnecessários.

Criação"
6 – Criação:

Sim, é necessário pensar na criação também. Aproveite, essa é a etapa mais divertida do trabalho, mas não esqueça de desenvolver seu processo de criativo e encontre seu ritmo:

  • Faça um brainstorm com o cliente e possíveis fornecedores e/ou parceiros de trabalho;
  • Trabalhe o conceito do projeto;
  • Faça pesquisas;
  • Identifique limitações técnicas;
  • Trabalhe as alternativas do projeto;
  • Teste o produto antes da entrega e evite surpresas negativas.

Material e local de trabalho
7 – Ferramentas, materiais e local de trabalho:

Não economize na hora de escolher suas ferramentas de trabalho, mas não se esqueça de pensar muito bem antes de investir uma grana em um equipamento que você não vai usar, ou que não vai usar todo seu potencial, verifique os pré-requisitos para o funcionamento dos softwares que você usa. Se puder invista numa cadeira confortável e na decoração do seu ambiente de trabalho:

  • Tenha um computador que atenda as suas necessidades;
  • Adquira os softwares necessários;
  • Tenha uma boa internet;
  • Crie um bom ambiente de trabalho.

Fornecedores
8 – Fornecedores:

Depois de dedicar tanto tempo às tarefas anteriores, não caia no erro de deixar o fornecedor de serviços para a última hora, busque indicações com conhecidos e faça uma lista de bons fornecedores:

  • Crie uma lista de fornecedores;
  • Monitore a qualidade dos serviços;
  • Crie parcerias.

Considerações finais

Não existe uma receita para quem deseja ter sucesso numa carreira independente, pois há muitos detalhes que precisam de atenção no processo de formação de um freelancer, por isso você precisa trabalhar muito. Não economize suor!

Fonte: Choco la Design

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